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horas extra

Blog de escrita nas horas extra dos dias

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Blog de escrita nas horas extra dos dias

# Da ténue noção da normalidade

Apercebemo-nos em dias de chuva estranhos de que há quem nos rodeie sem a ténue noção da normalidade.

Passar para além dessa linha é o tempo de acender um fósforo . Resulta numa fogueira de violência.

Questionamo-nos, então, se valerá a pena o caminho que temos percorrido até agora.

O idealismo ficou lá atrás. quase vinte anos .

@mmalheiro

 

# Da transversal à avenida da liberdade

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                                 [O tempo corre lesto. Há, no entanto, falhas cansativas no sistema criado por outros, afetando o ritmo circadiano dos dias. A viagem prossegue até ao próximo semáforo. Sempre verde, espera-se.]

@mmalheiro

# A vida é mais fácil sem palavras ( feat. Hamilton Leithauser + Rostam - In a Black Out)

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                                         Foto do filme Before Sunrise in Pinterest.

[ menos palavras,  menos rede, menos programação, mais atitude e mais leis da Física. life's short.]

@mmalheiro

 

# Dos dias instantâneos ( feat. James Taylor)

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                                                        Jane Fonda e Robert Redford em "Barefoot in the Park" (1967)

                                          Um dia os sociólogos escreverão ( se não estão já a escrever) sobre esta sociedade instantânea, perfeitamente anormal no contacto humano ( cara a cara) e que medeia as relações humanas através das tecnologias, de modo acéfalo. Estou a escrever num Blog , podendo questionar-se também isso. 

Certamente por estes dias os "maluquinhos" dos Pokémons encontrar-se-ão numa qualquer auto-estrada sem tempo para refletir sobre isto, pois perseguirão outro Pokémon...

Às vezes penso no bem que faria a muita gente um crash de algumas horas na Internet. Como seria viver sem tecnologias? O que diria Thoreau se fosse vivo? Onde está a transparência? A não necessidade de ocultação da verdade e do instantâneo? A autenticidade dos afetos e das relações? E menos ego público? 

[ reflexões desta blogger por pura carolice]

música de James Taylor  ( all rights reserved)

@mmalheiro

# Right down the line

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                                              Woody Allen e Meryl Streep on the set of Manhattan, 1979

                                         a vida é, por vezes, uma corrida da milha mas de pés descalços.

talvez seja a melhor das corridas, sem nada a perder. tudo a nu.

não há competição de desejos e vontades, sonhos e esperanças, tristezas e mortes, 

perfeito despojamento. indiferença aos ventos amoke.

areia de Borges, mar de Neruda, sal de Moravia.

a vida é, por vezes, uma corrida da milha sem asas nos pés.

@mmalheiro

 

                                         

# Da janela da oportunidade ( feat. Wim Mertens)

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                                  Experiências em Vão, 9 de maio de 2016, Academia de Ciências de Lisboa

                                  foto @MMalheiro

                                  

                                  No dia da Europa, em que se falou de empreendedorismo social em Portugal ,na Academia das Ciências em Lisboa, com um entusiasmo contagiante,  constato que, há, a par desta "janela de oportunidade" para muitos que ousam tentar outras vias profissionais, de maior inovação, de menor estagnação a todos os níveis, uma janela  fechada para outros.

Fechada porque se recusam abri-la, caso dos jovens referidos no eixo NEET que se recusam a trabalhar ou a estudar. Não fazem Nada mesmo, nem precisa da tradução em russo. Milhares em Portugal, milhares em toda a Europa.

Evitar o "Vale da Morte" na criação de uma empresa, ou seja,  conseguir que esta se desenvolva, é o grande desafio do empreendedor. Capacidade para arriscar e não desistir talvez seja o lema adequado.

Talvez o empreendedor não limpe os vidros do carro com toalhitas Dodot como assisti hoje, como se fosse uma cena de um filme de Almodóvar... Agarrar as janelas de oportunidade não é, de facto, para todos.

Contudo, uns estão dispostos a perceber como se alcançam e o que está para além delas, outros nunca as abrirão.

Uma janela aqui

@mmalheiro

ao meu bisavô Manuel Malheiro, um torna-viagem empreendedor

 

# Do pensamento pronto a servir

Vivemos numa época em que se explica tudo, como se as pessoas fossem acéfalas e necessitassem de "pensamento pronto" como um prato rápido.

Absolutamente chato, isso. Portanto, sou apologista de uma (i)lógica matemática nos afetos, desenquadrada de parametrizações de século vinte e um, de determinismos sociais de Durkheim, de afinidades de testes psicológicos.

Portanto, se queria uma "happy meal" é melhor procurar outro texto. Talvez os afetos sejam arquitetura. Construção pura, desde a base de um beijo até à parede-mestra. Quem sabe se algumas construções ainda têm gaiola pombalina ... Cada um saberá da sua fundação. @mmalheiro

7172b0526bd3015d16150cadebe29022.jpg                                    Lisa Minelli and M.Barishnikov, all rights reserved to L.Minelli and M. Barishnikov.

 

# A fava do Bolo-Rei que não se queria receber ( feat. The Walkmen)

 

             Mais uma vez a má gestão de um Banco vai afetar a vida dos portugueses. Não era necessário este presente de Natal "banifado". Lá virão as consequências pelas Janeiras. Até lá , quem não se deu conta enterrará a cabeça nas prendas de Natal como uma avestruz. Talvez seja o melhor. Não há dúvida de que os portugueses merecem uma medalha de resiliência económica...

                       É melhor escutar isto antes que apareçam mais favas no bolo-rei. ( all rights reserved to the magnificent The Walkmen)- bisadíssimo neste Blog.

                                           

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                  " Themes and concepts from one often infuse the other; well known examples include Kandinsky’s Composition 8, inspired by a performance of Wagner’s Lohengrin, or Rachmaninoff’s 13 preludes, inspired by Böcklin’s Die Heimkehr" in Wired by Doug Bierend

                             @mmalheiro

 

 

# Da alameda de árvores

Os dias caminham por nós, em velocidade. O carro já vai cansado. Cavalgou  milhares de kilómetros de asfalto e pó.

Os dias caminham por nós e desfazemos a curva. Está lá quase, pensa-se, no caminho de alameda de árvores centenárias.

Lá atrás ficam os miúdos dos aviões quase a rasar a sala de aula e que pensavam em comprar uma cápsula do tempo e os miúdos especiais com janelas de vista de mar que desvendaram connosco outro mundo, o mundo deles, guardado e tão bonito.

Os dias caminham por nós. Outra estrada, a mesma estrada, no caminho de alameda de árvores.

                                                 Se calhar há mesmo uma cápsula do tempo.

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                                                @mmalheiro

                                              Boas Festas.!

 

 

# Apologia da justiça pelos dias ( feat.Low)

Cansativa a Injustiça pelos dias fora. Cansativo empurrar as pedras que se apresentam pelo caminho.

O orgulho, a falta de caráter, o cinismo e a dissimulação dos outros gastam-nos.

Como escrevia Padre António Vieira- quando pagarão os outros pelos seus erros. ? ou aprenderão?

Torna-se cansativa a injustiça, ainda mais quando primamos pela verdade e transparência.

às vezes não há palavras boas nem floreados.

 Low album, Ones and Sixes (releaseDATE 9.11.2015)- all rights reserved to Low

@mmalheiro