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horas extra

Blog de escrita nas horas extra dos dias

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Blog de escrita nas horas extra dos dias

# Ganhar balanço para o salto de coragem ( feat.Vampire Weekend)

A análise de risco , em qualquer situação de vida ou profissional, envolve sempre uma boa dose de coragem.

Se para alguns dar um mortal invertido a 12 metros para a água é modo de vida diário, para outros um salto em comprimento ganhando balanço é um puro ato de coragem.

Felizmente tenho conhecido pessoas admiráveis com a coragem toda nas mãos, agarrando a vida ao máximo, sugando o tutano todo e mandando pastar a doença ou os problemas.

Foram e são lições de vida com os chakras todos alinhadíssimos, diria um qualquer guru espiritual.

Depois há aqueles que ficam lá longe, como que numa fila enorme de supermercado de valores e ações, e que pedem aos outros para dar o salto em comprimento ou em altura por eles. Nunca terão coragem na vida. Ou melhor, terão uma coragem sem risco para eles, com 0% de risco, sem perdas aparentes.

Portanto, se calhar é melhor sentir o vento na cara ao correr numa pista de atletismo e fazer os kms todos que o corpo aguentar,  dar o mortal invertido mesmo que se caia mal e se bata de chapa na água, amar e abraçar quem queremos, sem medos, com coragem, e nadar para a margem contrária na profissão, quando sentimos que o mar está picado ( o que faremos quando tudo arde?). @mmalheiro

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                                                  Audrey Hepburn, 1951, NY

                                                

 

# Pensar para além da Da Res Pública ,da Escola Pública e da Escola Privada

e1f74abd96b9fc583b883e103b0e134e.jpg                                                    Fotografia de Glass Planet no Flickr 

Muito se tem falado por estes dias na Escola Pública e na Escola Privada.

Já não há sinceramente paciência para ler nem nas redes sociais, nem nos jornais sobre esta "guerrinha de cores".

Ponto primeiro, há escolas públicas muito boas, há escolas privadas muito boas, pedagogicamente.

Ponto segundo, o mesmo se aplica na negativa.

Ponto terceiro, deve haver liberdade de escolha sempre pagando pelo serviço privado pedagógico. Se os pais não puderem pagar na totalidade, poderão pagar de acordo com os rendimentos.

Ponto quarto, distribuição equitativa de alunos para ambos os lados.

Ponto quinto, há escolas públicas que necessitam de obras urgentes, como é o caso do Liceu Camões, uma excelente escola pública.

Último ponto, é preciso pensar para além do quadrado, para além das metas, dos objetivos específicos, dos tempos letivos, das componentes letivas e não letivas, pensando-se numa escola de futuro em Portugal.

Qual deverá ser essa escola?

Há um ano um professor português ( diretor de uma escola privada)explicou brilhantemente para uma plateia de mais de 400 professores de uma escola pública como se pensa para além da pedagogia do quadrado, limitadíssima às quatro paredes de uma sala de aula.

Também há um ano uma professora mostrou-me ,radiante, como tinha instalado um laboratório de ciências físico-químicas, com o equipamento que ia ser deitado fora após as obras da Parque Escolar num  liceu muito antigo do centro de Lisboa ( esse liceu doou generosamente este equipamento), numa escola pobre na zona de Loures donde se avistavam os aviões ou como andava com um GPS marítimo a ensinar localizações aos alunos mais novos.

Portanto, é possível pensar para além do quadrado de ambos os lados.

A Comissão Europeia e o Programa Pestalozzi já o fazem, tentando mudar mentalidades.

Leia aqui sobre a Educação para a Democracia e aprenda sobre a nova formação para professores criada pela Comissão Europeia.

ao meu professor de Português, António Leitão ( in memoriam)

@mmalheiro

 

 

# Wanderlust ( feat. Nyman)

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                           [ a falta de ética dos outros ,em local de trabalho, leva-nos a repensar claramente a rota de vida. o que faremos quando tudo arde? gestão estratégica de voo. ]

                              bisadíssimo aqui e no Jazzística- Nyman - dá para correr e para pensar ...

                                                     aos que têm de redefinir voos e rotas, sem medo.

                                                        [ aos meus pais]

                                                    @mmalheiro

                                      

# Do pensamento pronto a servir

Vivemos numa época em que se explica tudo, como se as pessoas fossem acéfalas e necessitassem de "pensamento pronto" como um prato rápido.

Absolutamente chato, isso. Portanto, sou apologista de uma (i)lógica matemática nos afetos, desenquadrada de parametrizações de século vinte e um, de determinismos sociais de Durkheim, de afinidades de testes psicológicos.

Portanto, se queria uma "happy meal" é melhor procurar outro texto. Talvez os afetos sejam arquitetura. Construção pura, desde a base de um beijo até à parede-mestra. Quem sabe se algumas construções ainda têm gaiola pombalina ... Cada um saberá da sua fundação. @mmalheiro

7172b0526bd3015d16150cadebe29022.jpg                                    Lisa Minelli and M.Barishnikov, all rights reserved to L.Minelli and M. Barishnikov.

 

# Das cidades invisíveis ( feat.Rolling Stones)

Hoje um conferencista falou ,em Lisboa, sobre as cidades invisíveis que existem naqueles que são designados institucionalmente como territórios prioritários.

Numa visão excelente do conferencista sobre aqueles que são invisíveis perante o Sistema, pensei que cada um de nós tem as suas cidades invisíveis com as suas ruelas, os seus caminhos escondidos e as suas avenidas largas, visíveis para todos, livres.

No essencial, cada um constrói a sua cidade como a sente ou vai sentindo ao longo da vida. Poderá, nalgumas ocasiões encontrar pedras enormes pelo caminho ou veredas floridas. Poderá ter dado frutos maravilhosos. Cada resolve à sua maneira os desafios com que se depara na estrada.

O essencial é saber-se onde se está, numa transversal feliz à Avenida da Liberdade, a escutar isto. e a dançar.

@mmalheiro

 

 

 

# Apologia da inteligência

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 Dolce and Gabana Collection Details Spring 2015 Ready-to-Wear ( all rights reserved)

Na sociedade atual, as relações são cada vez mais descartáveis ao ritmo das APP do telemóvel, e, de facto, como escrevia um diretor de jornal, estão a perder-se determinadas referências.

Devem ganhar-se outras. Uma , por exemplo,  é a de que as mulheres são tão ou mais inteligentes que os homens e de que há mulheres que pensam para além da superficialidade dos adereços, do vestuário, dos padrões sociais.

Mulheres que sabem exatamente o que não querem e que caminho querem percorrer .

 

@mm