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horas extra

Blog de escrita nas horas extra dos dias

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Blog de escrita nas horas extra dos dias

# Eu hoje venho aqui a falar (feat. Sérgio Godinho)

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                                   in whatisajanis.tumbir

                                                   https://www.youtube.com/watch?v=olkkC2kcCyY&hd=1

           "Eu hoje venho aqui falar

duma coisa que me anda a atormentar
e quanto mais eu penso mais eu cismo
como é que gente tão socialista
desiste de fazer o socialismo
é querer fazer arroz de cabidela
sem frango nem arroz nem a panela

                                                                   

  Eu hoje venho aqui falar
duma coisa que me anda a atormentar
e quanto mais eu penso mais eu vejo
que esta grande obra de reconstrução
parecemas é uma acção de despejo
é como para instalar uma janela
atirar primeiro os vidros para a viela

Eu hoje venho aqui falar
duma coisa que me anda a atormentar
e penso e vejo de todas as cores
já libertaram pides e bombistas
deve ser para lá por trabalhadores
é como lançar cobras na cidade
e pôr dentro dentro da jaula a liberdade

Eu hoje venho aqui falar
duma coisa que me anda a atormentar
e vejo e de ver tiro conselho
aquilo que é mesmo reforma agrária
é para alguns o demónio vermelho
esses querem é ver anjos cor-de-rosa
entre Castro Verde e Vila Viçosa

Eu amanhã posso não estar aqui
mas também, para o que eu aqui repeti...
é que eu não sou o único que acho
que a gente o que tem é que estar unida
unida como as uvas estão no cacho
unida como as uvas estão no cacho".

Sérgio Godinho, Venho aqui falar

( todos os direitos reservados a Sérgio Godinho)

ao cantor Sérgio Godinho,

em véspera de aumento da taxa de desemprego ( ai os números...)

@mmalheiro

 

publicado às 19:31

# Dá -me sono a Economia ( feat. Dave Mathews Band)

 dá-me sono a Economia,

 o PIB, o IRS,

a mais-valia

dá-me sono o saldo, o crédito, o débito,

os lucros, o déficit, o superavit,

a revitalização dos dias

 

dá-me sono Keynes e toda a teoria,

a troika, os orçamentos gerais de Estado,

o estado da minha bolsa, da tua, e da Maria,

não quero saber de corretagem,

do Dow-Jones, do índice que ostentas  a meio do dia, 

 

dá-me sono o deve e o haver,

a conta 33,

os fluxos de caixa,

os balancetes,

o Razão, 

o report, o Relatório anual de contas

das minhas  horas, sonhos, tristezas e alegrias, tuas e dos outros

 

desperta-me o homem social, a liberdade, a alegria,

a equidade, o salário justo, a regalia, a poesia,

o trabalho valorizado, os abonos sociais,

os valores sem mercado cambial, o amor com cotação alta, a amizade sem taxa de juro,

a microeconomia.

@marinamalheiro

https://www.youtube.com/watch?v=JphjsCqsZ4Q&index=12&list=RDBQc39GL9_Ws&hd=1

Dave Mathews Band ( all rights reserved to the magnificent Dave Mathews Band)

 

 

publicado às 03:21

# Das inteligências de gravata (feat. Vinicius de Moraes)

 

 

 

"Nós, os homens, que nos julgamos inteligências de gravata, somos ridiculamente arrogantes da nossa superioridade. Imaginamo-nos criaturas privilegiadas com dois sentidos mais que o homem simples, sincero como a natureza o produziu, e nú dos enfeites da arte, que formam uma segunda natureza, com a qual falseamos todas as propensões ingénuas da primeira.

É bem tola a nossa soberba!"

Camilo Castelo Branco

                         Bisado no Blog - Jazzística. - Regra Três, Vinicius de Moraes ( todos os direitos reservados)

                       @mmalheiro

 

publicado às 10:07

# O amor em gavetas ( feat. the magnificent Dave Mathews Band)

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 From the Soul, tango dancers in Buenos Aires, black and white photo, interior art, 12 x 18 inch print.

via Pinterest

 

O

Amor

em 

gavetas

não funciona.

 

O

Amor

em 

videiras

amadurece.

 

É Vinho novo.

Sempre:

Música, ritmo, vibração contente.

https://www.youtube.com/watch?v=URTq-94fZ6w&index=2&list=RDBQc39GL9_Ws&hd=1 Dave Mathews Band ( all rights reserved)

@mmalheiro

 

 

 

 

publicado às 00:00

# A meu favor ( a Alexandre O'Neill)- feat. Vinicius de Moraes

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                                  Remington portátil.

em dias de leitura terminada da biografia literária de Alexandre O'Neill (Oliveira, Maria Antónia, Alexandre O'Neill, D.Quixote 2ª edição, 2007), um dos meus poetas preferidos, controverso no meio literário português mas genial como criativo publicitário, escritor, tradutor,guionista, letrista, etc,  deixo aqui este seu poema, com música do seu grande amigo, Vinicius de Moraes:

(Descubra neste Blog outros poemas deste magnífico poeta.)

A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.

A meu favor tenho uma rua em transe
Um alto incêndio em nome de nós todos

Alexandre O'Neill ( todos os direitos reservados a herdeiros de Alexandre O'Neill)

- escute Vinicius aqui ( Samba da Bênção)

@marinamalheiro

publicado às 21:20

# À procura de um processo inquisitorial na terra do Becco do Assúcar

em dias de descanso, por terras alentejanas, dei-me conta que ,em  qualquer rua  por onde passe, debaixo de um calor abrasador, há uma cruz a assinalar que alguém foi ali executado em tempos da Inquisição ( fundada nesta terra, por acaso). Outros estão por aqui presos por outras penas.

Há anos, em pesquisa para um trabalho da Faculdade, encontrei o processo de um professor da Universidade de Coimbra, "Lente de Direito", António Homem,executado num auto de fé (injustamente) por ser judeu e por ter ideias "diferentes". Todos os processos inquisitoriais não tiveram justiça nenhuma, muito pelo contrário.

Há dias, em terra com Terreiro do Paço ( real) lá estava outra cruz, a de Ana da Câmara.

Portanto, mesmo em descanso e palmilhando as ruas e este magnífico site ( o espaço da Torre do Tombo é único- para quem nunca visitou), vou procurar este processo.

Procure também aqui.

 

Vamos lá ver se descubro por estes dias.

@mmalheiro

 

publicado às 17:16

# Um dia hei-de ver se me levanto cedo/ para apanhar o mundo de janelas fechadas ( A.O'Neill)- featuring the magnificent Divine Comedy

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                       Marginal, 16 de agosto 2015- Foto MMalheiro. ( edição IOS)

                       em dias de O'Neill e de carpe diem.

                                                                        Poema

                          " Um dia hei-de ver se me levanto cedo

                           para apanhar o mundo de janelas fechadas

                          a relva molhada cheia de gotas de água,

                          as bicicletas dos operários suburbanos,

                          o bafo dos burros das carroças das couves,

                          e o último poeta, coberto de orvalho,

                          trazendo um soneto e a noite em claro,

                         do último candeeiro iluminado. (...)

                                              Alexandre O'Neill in Oliveira, Maria Antónia, Alexandre O'Neill, Uma biografia literária, D. Quixote, 2ª edição, 2007 

                      [ a todos os que um dia gostariam de se levantar cedo e agarrar os dias...]

                         @marinamalheiro

 

publicado às 00:00

# Do Amor moderno (feat. the great Billie Holiday)

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 as perseides- via Friends of NASA- todos os direitos reservados a Alan Dyer - 

Credit: Andre van der Hoeven
Location: Neroth, Germany 
Date: August 12, 2015

Escrito em 1822, Do Amor de Stendhal, poderá ser complementado atualmente com as crónicas sobre o amor moderno publicadas no NYTimes.

No entanto, creio que há palavras que são perenes, grandiosas, seiva pura, jamais morrerão, como a maravilha que está na foto que contempla neste momento. 

Ora, se atualmente o Amor é catálogo, descartável, rápido e paradoxalmente difícil, nada catalogável, durável, único, Stendhal supera claramente Alberoni e todos os contemporâneos- filósofos e neurologistas que tentaram estudar o Amor.

E, portanto, palavras magníficas como estas - " Basta uma pequena réstia de esperança para provocar o nascimento do amor. (...) O nascimento do amor admite prazos muito mais longos entre todas as épocas.

Nas pessoas frias, fleumáticas, prudentes, exige mais esperança , e uma esperança mais sustentada. E acontece o mesmo com pessoas já de uma certa idade." ( Stendhal)- arrasam qualquer catálogo ou prédefinição tão adequadazinha.

                             Terá tudo de ser formatado e adequado aos tempos modernos?

                              para escutar e ler se puder - Do Amor ( Stendhal) - 

                            https://www.youtube.com/watch?v=De_xthmIUO8&hd=1 Billie Holiday

                                        @marinamalheiro

 

publicado às 01:53

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