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Blog de escrita nas horas extra dos dias

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# Da regra número 8 do Código de Montanhismo da Noruega ( Erling Kagge)

No livro que trago comigo ,há meses, guardam-se memórias únicas de alguém que é editor, filósofo e explorador polar, as de Erling Kagge.

No momento em que vivemos um novo confinamento, encontro a páginas tantas, algo que poderá ser definidor deste tempo estranho, de ruas solitárias e de resiliência a este inimigo invisível:

" (...) A coragem também não significa prosseguir sem ter em conta as consequências, pois ser temerário não é o mesmo que ter coragem. Não é vergonhoso recuar; é essa a regra número oito do Código de Montanhismo da Noruega. (...) Nas minhas primeiras expedições admito que o medo de que os opositores pudessem ter razão constituiu por vezes uma motivação forte para continuar."

in Filosofia para Exploradores Polares, Erlin Kagge, Quetzal, 1ª edição, Outubro 2020

Ao mesmo tempo, leio que o admirável Elon Musk, Ceo da SpaceX, resolveu testar os seus 4000 funcionários, mensalmente, para perceber quem era mais vulnerável ao Covid-19. Publicou, em conjunto com 30 coautores, um paper na revista Nature Communications,

O que diria Aldous Huxley sobre isto?

@mmalheiro

publicado às 00:19

# 300 horas de teletrabalho depois , um" tea time"

Hoje li, mesmo aqui no Sapo, que há empresas que estão a motivar os trabalhadores que estão em teletrabalho: aulas de Yoga, reuniões Teams, Meets, registos da atividade diária dos colaboradores de modo divertido. 

Uma das empresas de informática, que é apenas a do senhor dono de todas as "janelas" do sistema informático pioneiro , há alguns anos atrás já proporcionava pausas aos trabalhadores com sessões de massagem às costas, natação  e ginásio. Tudo para aumentar a produtividade e, no fundo, motivar para o trabalho. Ui, haja alegria para fazer pão, planos semanais, aulas síncronas, assíncronas, trabalho autónomo e formação online, ao mesmo tempo que se adormece o filho nos braços.

Neste momento a classe docente e milhares de pais confinados ( muitos são professores) precisam de algum ânimo, nem que seja digital, até ao desconfinamento que será, provavelmente, depois da corrida aos ovos da Páscoa.

Portanto, um momento "chá das cinco" todas as semanas com as equipas de trabalho das escolas, em direto com os filhos a interromperem uma aula síncrona para verem os "SuperWings", em cima da bicicleta de aulas de cycling que se comprou para abater os kilos do confinamento de há um ano, seria como diria "a amiga Olga" , Uau!

@mmalheiro

Nota.Obrigada à equipa do Sapo pelo destaque de ontem .

 

publicado às 23:25

# Sai um livro bem cortado

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Lia hoje numa rede social a alusão irónica da venda de um livro juntamente com um bife num qualquer talho. 

De facto, não percebo . Se posso comprar online e ir buscar um livro a um cacifo de uma grande livraria, por que motivo não posso ir a um postigo de uma pequena ou média livraria?

O livro é para mim e muitos um bem essencial e deve sê-lo para uma sociedade, para um país democrático , para um país do século XXI.

Nesta defesa do Livro e da Cultura descobri a OficinaCaixaAlta que me lembrou a velhinha ETC.

Espero que, na próxima renovação do Estado de Emergência se olhe com cuidado para este problema , de outro modo, aparecerão talhos com livros e cadernos, peixarias com livros e canetas Bic, em puro desespero de causa

@mmalheiro

 

publicado às 00:35

# Do prazer de uma boa bica tirada à pressão, em tempo de pandemia

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via Buzzfeed.com in Pinterest

Li ontem que provavelmente serão necessários 7 anos para que o Mundo volte à "normalidade", pré-Covid19, dado que só nesse momento é que se prevê que a população esteja toda vacinada.

Habituei-me a ler revistas científicas especializadas, como a Lancet , e a ler os últimos papers de investigadores a nível mundial sobre este "filme de ficção científica" em que vivemos há quase um ano. Ao mesmo tempo, grassam dados e dados económicos sobre as consequências desta imprevista pandemia que nos conduzirá a uma recessão económica agora.

Em Lisboa são muitas as tabuletas de "trespasse", "vende-se loja" ou "fechado por tempo indeterminado" num silêncio que habita agora as ruas, constrastando com o frenesim de 2019 de tuc-tuc, autocarros turísticos, e milhares de turistas pela cidade. Uma economia em superavit em final de 2019.

Leio hoje que há 300 000 pessoas desempregadas em Portugal, 22000 não têm direito sequer ao subsídio social de desemprego. Em paralelo a previsão de 1000 pessoas internadas para a semana por causa deste "bicho maldito".

Em meu redor sei de casos de colegas  e amigos com familiares infetados, isolados em casa, com todo o equipamento covid e de oxímetro em riste, em contagem diária do oxigénio para que não necessitem de ser hospitalizados.

Um batimento cardíaco mais fraco levou uma amiga minha a percorrer hospitais privados que se recusaram a receber a sua familiar infetada por Covid19. Acabou por ir parar às urgências do maior hospital de Lisboa. A cadeira de rodas onde era transportada esta familiar nem sequer conseguia passar para o toldo à porta do hospital pois nem sequer tem uma rampa. Regressaram todos a casa. "É o que há . Se não quer, não quer", foi esta a resposta da funcionária para esta minha amiga perante a sua indignação face às condições de entrada de uma idosa infetada com Covid19.

Esta frase tão laxista é representativa do país em que vivemos, no qual houve dinheiro para Bancos e agora não tem ou não gasta em camas de hospital, médicos e enfermeiros, em ventiladores, em boas condições hospitalares para cada português que desconta ou descontou para a Segurança Social.

Face a este estado da Res Publica só peço que reabram os cafés, eu e muitos levaremos em take-away, e disfrutaremos de um pequeno prazer, trivial, é certo, nestes dias cinzentos de pandemia, de uma boa bica tirada à pressão, cheia e sem princípio.

@marinamalheiro

à Sara

à minha mãe 

 

publicado às 11:57

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