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horas extra

Blog de escrita nas horas extra dos dias

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# Pensar para além da Da Res Pública ,da Escola Pública e da Escola Privada

e1f74abd96b9fc583b883e103b0e134e.jpg                                                    Fotografia de Glass Planet no Flickr 

Muito se tem falado por estes dias na Escola Pública e na Escola Privada.

Já não há sinceramente paciência para ler nem nas redes sociais, nem nos jornais sobre esta "guerrinha de cores".

Ponto primeiro, há escolas públicas muito boas, há escolas privadas muito boas, pedagogicamente.

Ponto segundo, o mesmo se aplica na negativa.

Ponto terceiro, deve haver liberdade de escolha sempre pagando pelo serviço privado pedagógico. Se os pais não puderem pagar na totalidade, poderão pagar de acordo com os rendimentos.

Ponto quarto, distribuição equitativa de alunos para ambos os lados.

Ponto quinto, há escolas públicas que necessitam de obras urgentes, como é o caso do Liceu Camões, uma excelente escola pública.

Último ponto, é preciso pensar para além do quadrado, para além das metas, dos objetivos específicos, dos tempos letivos, das componentes letivas e não letivas, pensando-se numa escola de futuro em Portugal.

Qual deverá ser essa escola?

Há um ano um professor português ( diretor de uma escola privada)explicou brilhantemente para uma plateia de mais de 400 professores de uma escola pública como se pensa para além da pedagogia do quadrado, limitadíssima às quatro paredes de uma sala de aula.

Também há um ano uma professora mostrou-me ,radiante, como tinha instalado um laboratório de ciências físico-químicas, com o equipamento que ia ser deitado fora após as obras da Parque Escolar num  liceu muito antigo do centro de Lisboa ( esse liceu doou generosamente este equipamento), numa escola pobre na zona de Loures donde se avistavam os aviões ou como andava com um GPS marítimo a ensinar localizações aos alunos mais novos.

Portanto, é possível pensar para além do quadrado de ambos os lados.

A Comissão Europeia e o Programa Pestalozzi já o fazem, tentando mudar mentalidades.

Leia aqui sobre a Educação para a Democracia e aprenda sobre a nova formação para professores criada pela Comissão Europeia.

ao meu professor de Português, António Leitão ( in memoriam)

@mmalheiro

 

 

# Uma casa chamada Estado

Diz-se que o Verão é tempo de limpeza doméstica geral  e de espanar a poeira toda...

Como se "limpa" uma casa grande chamada Estado?

Há muito para arrumar e renovar como é possível ler neste relatório. 

Será que se tem de construir uma Casa nova e mais democrática?

em dia de debate do Estado da Nação 

@mm

 

# Da Coragem

“O voltarmo-nos excessivamente para dentro de nós próprios é que nos conduz muitas vezes a situações de angústia e de nervosismo. Se olharmos para a frente, para o que é jovem e espontâneo, por muito duro que seja o que nos rodeia, por muito violenta e injusta que seja a realidade que tenta esmagar-nos, há sempre maneira de encontrarmos dentro de nós a força e a coragem de seguirmos o nosso caminho, que é o caminho da dignidade e da compreensão humana.” [Cartas a Mário Soares 1961-1974 (vol. 4) – em carta de 11-06-1968]-

                                                                  Maria Barroso.

                                         https://www.youtube.com/watch?v=ppFLBlsNWkY&hd=1 Francisco Fanhais, Canção para                                                  Maria, 1975

 

                                                             @mm                                

# Os bárbaros chegam hoje ( Kavafis)

“O que esperamos na ágora reunidos?
É que os bárbaros chegam hoje.

Por que tanta apatia no senado?
Os senadores não legislam mais?
É que os bárbaros chegam hoje.

Que leis hão de fazer os senadores?
Os bárbaros que chegam as farão.

Por que o imperador se ergueu tão cedo
e de coroa solene se assentou
em seu trono, à porta magna da cidade?
É que os bárbaros chegam hoje.


‘O nosso imperador conta saudar
o chefe deles. Tem pronto para dar-lhe
um pergaminho no qual estão escritos
muitos nomes e títulos.

Por que hoje os dois cônsules e os pretores
usam togas de púrpura, bordadas,
e pulseiras com grandes ametistas
e anéis com tais brilhantes e esmeraldas?
Porque hoje empunham bastões tão preciosos
de ouro e prata finamente cravejados?

É que os bárbaros chegam hoje,
tais coisas os deslumbram.

Por que não vêm os dignos oradores
derramar o seu verbo como sempre?

É que os bárbaros chegam hoje,
e aborrecem arengas, eloqüências.

Por que subitamente esta inquietude?
(Que seriedade nas fisionomias!).
Por que tão rápido as ruas se esvaziam
e todos voltam para casa preocupados?

Porque é já noite, os bárbaros não vêm,
e gente recém-chegada das fronteiras
diz que não há mais bárbaros.

Sem bárbaros o que será de nós?
Ah! Eles eram uma solução”.

K. Kavafis, "Á espera dos bárbaros"

https://www.youtube.com/watch?v=uoPzrGBjzxQ&hd=1 André Rieu e Trio de S.Petersburgh

@marinamalheiro